O design thinking é uma metodologia para conduzir reuniões criativas. É uma atitude para minimizar os impactos das mudanças. É um processo para potencializar os recursos da empresa. É uma ferramenta para inovar.
Depois de apontada a direção genérica do problema / oportunidade segue-se para a elaboração inicial dos atributos, atores e fatores essências presentes no ambiente contextual que serão levantados, através de quantas formas e maneiras forem possíveis, para a seguir serem analisadas e segmentadas em clusters críticos, orientados pela noção geral da questão principal envolvida, advindas do briefing original.
Nessa etapa, além das pesquisas históricas codificadas – livros, manuais, artigos e demais dados, serão levantados aspectos estruturais, funcionais, morfológicos, temporais, sistêmicos, relacionais e comportamentais.
Em um momento seguinte, após analisadas e segmentadas as questões críticas – mais influentes e impactantes, o problema / oportunidade começa a ser desenhado com contornos mais sofisticados, caracterizando a definição de um novo briefing. Em paralelo, algumas idéias de processos e planos para solução do problema / oportunidade começam a surgir, bem como os recursos, técnicas, meios e métodos para serem eventualmente alcançados.
A articulação entre os atributos, fatores e atores envolvidos no processo passam a ser orientados pelas posições estratégicas definidas pelo cliente ou dono do problema, que, dessa forma, passam a definir metas a serem atingidas.
São, então, levantadas fronteiras e os limites de contorno contextual, através do levantamento das restrições, requisitos e critérios fundamentais do projeto em desenvolvimento. Essa estruturação, além da listagem, prevê a classificação e a hierarquização dos elementos encontrados.
A conformação dos clusters, inicialmente orientados pela importância, agora passam a ser agrupados por afinidade e relevância temática, que facilita, dessa forma, o acesso à pequenas partes do problema / oportunidade.
A complexidade das informações, provavelmente, fará com que seja inevitável a construção de grandes mapas informacionais / simbólicos para que seja viável, além da visualização dos dados, as formas de interação entre os atributos, atores e fatores.
A etapa seguinte vai definir os conceitos essenciais que envolvem o projeto, depois da estruturação do mapa informacional / simbólico, é gerado um novo mapa, agora de conceitos e significados, onde cada elemento apontado como relevante, será aprofundado e trabalhado nas dimensões do tempo e do espaço – configurações, funções, cores, estruturas, sensações e materiais a serem explorados.
Aqui o entendimento do cenário contextual já é ampla, a equipe envolvida já trabalha em uníssono e o retrato da situacional está claro e é possível enunciar o problema com todos seus atributos, atores e fatores principais e estipular os requisitos e critérios fundamentais. É o início da resolução do problema ou conformação da oportunidade.
As alternativas levantadas durante todo o processo, agora vão ser postas em confronto, umas com as outras, gerando associações, combinações e sínteses, num continuum de geração de alternativas e experimentações estruturais, funcionais, morfológicas, temporais, sistêmicas, relacionais e comportamentais – agora com refino técnico – orientação para materiais, processos, rotinas e procedimentos.
A evolução desse continuum é o caminhamento e refinamento do planejamento de uma solução, que será desenvolvida em etapas, seguindo uma determinada rotina seqüencial e será finalizada com a modelagem de um experimento funcional prático – orientado pelas determinações dos especialistas, em relação a conceitos e tecnologias.
O desenvolvimento multidisciplinar tem por característica principal o multifoco. Nesse processo um foco deve ter relevância em relação aos demais: as orientações e interações com os atores e stakeholders ‘linkados’ ao cliente.
Como posto na ‘espiral de Lewin’, o conhecimento e a evolução da solução se desenvolve em uma crescente sofisticação de informações que se articulam entre esses atores, o design thinker se estabelece como ‘maestro’ ou ‘coreógrafo’ da obra em andamento.
CPS – Creative Problem Solving (Osborn e Parnes)
Fase 1) Formulação do objetivo
Fase 2 ) Reunião de dados
Fase 3) Identificação do problema
Fase 4) Ideação
Fase 5) Seleção de idéias
Fase 6) Aprovação da solução
Fase 7) Definição de plano de ação
Fase 8) Implementação da solução
SIMPLEX (Min Basadur)
Fase 1 – Busca de oportunidade/problema
Fase 2 – Pesquisa e busca de dados
Fase 3 – Identificação do problema / oportunidade
Fase 4 – Ideação – geração de idéias
Fase 5 – Avaliação e Seleção
Fase 6 – Planejamento
Fase 7 – Venda da idéia
Fase 8 – Ação
Técnica de Produção de Idéias (James Webb Young)
Fase 1 – Matéria-prima
Fase 2 – Mastigação da informação – ruminação
Fase 3 – Digestão – incubação inconsciente
Fase 4 – Inspiração – o surgimento da idéia
Fase 5 – Exposição – submissão à apreciação
Processo dos Seis Chapéus (Edward De Bono)
Fase 1 – Chapéu Branco – sugere síntese e neutralidade na apresentação objetiva de fatos e dados – observação e investigação;
Fase 2 – Chapéu vermelho – sugere a exposição de sensações, sentimentos e emoções – intuição e opinião;
Fase 3 – Chapéu preto – sugere a lógica, avaliação negativa; aponta riscos, perigos e armadilhas – julgamento e crítica dura;
Fase 4 – Chapéu amarelo – sugere construção, avaliações positivas; foca benefícios e valores – eficácia e oportunidades;
Fase 5 – Chapéu verde – sugere o crescimento e a evolução; semente de novas idéias – movimento e ação;
Fase 6 – Chapéu azul – sugere desprendimento, frieza e controle; o organizador do pensamento, o maestro – monitoramento e foco.
TRIZ - Teoria de Resolução Inventiva de Problemas (Genrich Altshuller)
Fase 1 - Definição do problema.
Fase 2 - Formulação do problema.
Fase 3 - Categorização do problema.
Fase 4 - Desenvolvimento de Conceitos da Solução.
Fase 5 - Estabelecimento de prioridades e implementação de soluções.
Paulo Reis
Nenhum comentário:
Postar um comentário