A multiplicidades de pontos-de-vista no desenvolvimento e planejamento de ações estratégicas é a base da diferenciação e da inovação. Ou seja, é vital para qualquer organização contemporânea.
Um profissional contemporâneo precisa absorver ou, no mínimo, entender o escopo da complexa cadeia que está por trás de cada produto/serviço. Esse processo de aprendizagem, é por pressuposto, permanente, fluido e fundado numa lógica de compartilhamento de informação em equipes interdisciplinares. Onde os planejamentos integrativos, as operações iterativas e as ações interativas, acabam por definir um pensamento inovativo, também chamado de 'design thinking'.
Na base do 'design thinking' está uma conduta atitudinal focada no usuário e comprometida com todos os atores e fatores estratégicos atuantes em determinado cenário de negócio. Essa conduta é comprometida com a necessidade de uma percepção e condução holística.
Esse novo executivo mais maleável e ajustável às constantes mudanças, necessita entender as forças produtivas, criativas e restritivas que fazem parte das realidades operacionais, táticas e estratégicas dos profissionais que criam, desenvolvem e implementam os produtos e serviços que compõem o nosso dia-a-dia.
O profissional, quando possui esse conjunto de características desenvolvidas, trabalha naturalmente a essência do design estratégico, ou seja, vai atuar/contribuir focado em um conjunto de distintas intenções estratégicas:
- desenvolvimento de um conjunto complexo de tarefas projetuais e técnicas (dimensão operacional);
- transformação de conjuntos de conceitos, valores e intenções em elementos tangíveis e práticos (dimensão criativa);
- percepção de detalhes e características comportamentais, ambientais, estéticas e conceituais da sociedade/usuário (dimensão analítica);
- conhecimento dos processos de fabricação e produção que estão por trás dos produtos/serviços (dimensão tática);
- Atuação em equipes, uma vez que trata com dados variados e de diferentes características (dimensão colaborativa);
- viabilização da construção de um mundo material voltado não apenas para o cliente, mas para o usuário (dimensão social);
- entendimento das necessidades do cliente, do setor industrial e do mercado no qual se está inserido (dimensão mercadológica);
- entendimento das distintas formas experimentais, seus objetos de estudo, geração de modelos e 'mock ups' (dimensão prototípica);
- geração de uma estrutura de pensamento holístico capaz de integrar e interagir com toda a cadeia estabelecida (dimensão de planejamento).
Essa forma de pensamento que conduz a ação do designer - tentando associar o tempo todo os vários atores e fatores da 'teia' envolvida em cada planejamento, buscando otimização de recursos, minimização de riscos, adequação ao usuário e produção eficaz - é, hoje, conhecida como uma eficiente e fundamental ferramenta de gestão.
Paulo Reis
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