setembro 29, 2010

muda o observador, muda a imagem

Tradeoff é o termo da economia que define o momento conflituoso de escolha de um fator ou ator estratégico importante em detrimento de outro.
Trata-se, portanto, de um processo composto por etapas de distintas dimensões cognitivas que é pautado por uma ordem de valor, envolvendo foco técnico, modelos mentais, fatores racionais e emocionais. 
O universo da tomada de decisão organizacional é, obviamente, baseado em estatísticas, métricas, retornos financeiros sobre os investimentos, custos de fabricação, aplicação dos recursos humanos, infra-estrutura, desenvolvimento de produtos e serviços e ações de marketing.
No entanto, aspectos sutis e intangíveis compõe metade do complexo processo de decisão. São questões referentes ao comportamento social, dinâmicas culturais internas e externas, motivação e estresse das pessoas, dos contextos de inter-relacionamentos com fornecedores, colaboradores e acionistas, experiências de marca, intenções e tendências. 
Algumas várias perguntas - que muitas vezes são evitadas, devem ser formuladas, buscando delinear os reais contornos das questões e contextos a serem trabalhados:
  Quem são os clientes?
  Quem são os consumidores?
  Quem são os usuários?
  O que querem?
  O que procuram?
  Onde estão?
  Por quê?
  Onde compram?
  Quando compram?
  Quando usam?
  Por quê compram?
  Como compram?
  Como se emocionam?
  O que os motiva?
  O que repele?
  O que os conforta?
  O que é relevante?
  ... 
A concorrência efervescente baseada na revoluções tecnológicas - e suas consequencias, gera um mercado crescente agitado, rápido e instável. Uma das alternativas paliativas é o profissional 'multitasks' - especialistas e flexíveis. Essa carga, no entanto. é muito pesada para concentrar em poucos profissionais, é preciso, urgentemente, que se criem, como já sugeria Tom Peters, na década de 80, equipes multi-funcionais; linhas de produção multi-operacionais; envolvimento com fornecedores, distribuidores e clientes.   
Essas premissas fundamentais de Peters só podem funcionar, entretanto, com uma 'espinha dorsal' de geração e condução do conhecimento e da comunicação, também flexível e multicanal. Essa ferramenta é a modelagem proposta dentro do conceito do design thinking. Não é à toa que Tom Peters é um dos 'padrinhos' da IDEO.

Paulo Reis

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