setembro 21, 2010

contextos

A contextualização é fundamental para o entendimento de qualquer situação, das mais simples às mais complexas. Contextualizar é mapear os elementos componentes de um problema/evento, apontando os pontos críticos, fronteiras, restrições, riscos, oportunidades e potenciais consequências - das interferências e das não-interferências. 
A determinação do que é mais ou menos crítico, está diretamente relacionada com as intenções e interesses que envolvem o problema/evento. Quanto, quando e quais recursos serão - mais ou menos - afetados com determinada composição de elementos críticos. A determinação do que é mais ou menos crítico está, dessa forma, associada à uma formulação de natureza estratégica. 
A determinação do observador é um dos mais simples e ao mesmo tempo, mais complexos itens a serem elencados. Quando se pretende contextualizar um problema/evento parte-se, naturalmente, de um ponto-de-vista particular, onde o observador está ancorado por suas perpectivas e experiências, igualmente, particulares. Seja o observador ou o conjunto de observadores dentro de uma organização, vai tender ao mesmo processo. Estará sustentado por um conjunto de perspectivas e experiências que são particulares daquela organização. A complexidade da situação está exatamente aí. Existem n potenciais fatores críticos capazes de promover a alteração de determinadoe contexto que são invisíveis para determinados observadores. Os recursos, intenções e interesses de um grupo de observadores - representantes de uma construtora, por exemplo - são, muitas vezes, opostos aos recursos, intenções e interesses do grupo social de determinada localidade.
Uma das grandes contribuições científicas de Einstein foi introduzir a distinção do que é relativo do que é absoluto. A velocidade da luz, por exemplo, não sofreria variação - desde que os observadores estivessem em inércia, já o tempo poderia ter um corportamento relativizado. Assim, não só a perspectiva do observador é fundamental, como também a noção da relatividade dos componentes e sua fluidez ambiental.
Para compreender os cenários ambientais de forma consistente necessita-se, portanto, de uma dinâmica de observação que leve em conta a complexidade desse ambiente, onde o objeto da observação tenha em seu mapeamento o maior número possível de elementos críticos, bem como a indicação de seus movimentos e características.
A observação, compreendida dessa forma atua na contextualização da própria formulação estratégica de uma organização. "Se você conhece o inimigo e se conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas" (Sun Tzu). Antes de definir a dinâmica de um negócio é preciso compreender o contexto ambiental onde as forças dos atores e fatores que atuam nesse ambiente exercem pressão.

Paulo Reis

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